A espionagem é uma prática antiga e conhecida por grande parte da população mundial. Ela pode ser descrita como qualquer forma de se obter informações de maneira ilícita, a fim de ter vantagem sobre uma pessoa ou uma organização.  

No mundo dos negócios, esse tipo de crime sempre foi comum. Antes, a prática era dificultada devido ao risco de flagrante, já que era feita in loco e por pessoas reais. Mas com a facilidade da internet, empresas e pessoas que não fariam espionagem à moda antiga, hoje, sentem-se mais confiantes.  

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fortinet, o Brasil sofreu mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos até o terceiro trimestre de 2020. E, para evitar que o seu negócio seja um dos alvos desse tipo de ofensiva, é importante investir em segurança da informação. 

Alguns objetivos da espionagem digital 

Informação é dinheiro e poder. Cibercriminosos entendem o valor de informações corporativas. Tendo em mãos dados sensíveis ou estratégicos de uma organização, extorsão e pedidos de resgate podem ser uma realidade, além da possibilidade de venda desses elementos roubados - e, muitas vezes, estrategicamente importantes - no mercado clandestino.  

Sua imagem está em jogo. Espiões digitais também focam em causar danos à reputação das organizações. Eles sabem que o vazamento de informações confidenciais (sobre clientes, funcionários ou fornecedores) pode gerar constrangimento severo e, até mesmo, ocasionar penalidades legais.  

Como proteger o seu negócio? Veja três formas elementares: 

Avalie os riscos regularmente e estabeleça uma política de segurança. Muitas empresas acabam construindo suas estratégias baseadas em uma percepção desatualizada. Hoje, as tecnologias se alteram a cada segundo. Crie uma rotina de auditorias de segurança de TI.  

Promova a educação tecnológica de seus funcionários. Ataques precisam de um ambiente e condições que facilitem o acesso de cibercriminosos, por isso, conscientize. Explique os riscos e os meios pelos quais as informações podem ser roubadas; reforce as políticas de segurança diárias; e mostre como a empresa pode ser prejudicada caso seja vítima de espionagem digital.  

Celulares também são peças importantes nesse jogo, já que os smartphones desempenham muitas outras funções além do “telefone”. Eles acabam sendo computadores que podem armazenar informações e senhas corporativas. Caso os funcionários usem seus próprios dispositivos para finalidades laborais, que tal estabelecer também uma política de segurança específica?