Dados pessoais: a moeda de troca 

Veja por que as nossas informações são tão valiosas para sites e aplicativos 

Não é novidade que o mundo caminha cada vez mais rapidamente para uma sociedade dia após dia mais conectada. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, nos vemos online de alguma forma - não somente nos celulares e computadores, como inclusive em outros objetos inteligentes que nem sempre nos damos conta, como nas televisões, nos relógios ou até mesmo nos carros. A tecnologia vem transformando nossa forma de pensar e agir em uma velocidade consideravelmente acelerada. 

Não existem dúvidas de que esse futuro cada vez mais presente representa gigantes benefícios para nossas vidas, nos tornando mais integrados e informados sobre o que acontece ao nosso redor. Mas apesar do potencial que essas atividades revolucionárias possuem para transformar o modo como agimos e nos comunicamos, é importante estarmos atentos ao preço que tudo pode nos custar. 

A verdade é que, quando nos conectamos à Internet, a Internet também se conecta conosco. Nossas ações online, sobretudo na utilização de aplicativos e sites, movimentam um volume alto de dados. Como se fosse uma moeda de troca, ao mesmo tempo em que recebemos as facilidades desse meio, oferecemos a ele informações importantes sobre a nossa vida e o nosso comportamento, que falam muito sobre quem somos. 

Você, por acaso, já parou para ler de verdade as Políticas e Termos de Privacidade dos sites e aplicativos nos quais está cadastrado? Normalmente, é nesse campo que o segredo é revelado. Por lá, você pode aceitar, por exemplo: compartilhar sua localização em tempo real com um aplicativo; deixar registrado o que você gosta ou não de comprar; quais são as pesquisas que você faz no seu dispositivo; quais são seus hábitos; e muito mais. 

Em algum momento, você já deve ter ouvido a expressão “quando o produto é de graça, nós somos o produto”. Essa frase significa que o verdadeiro pagamento pelo que está sendo utilizado são, justamente, os nossos dados. Nem sempre é possível saber o que exatamente é feito com nossas informações - afinal, cada aplicativo tem suas próprias lógicas e formas de atuação. Mas, o que sabemos, é que eles com certeza são usados: seja para nos apresentar produtos e serviços para compra; para nos mostrar promoções; para nos entregar conteúdos relacionados aos nossos gostos; como também para venda direta para empresas terceiras. 

Diante deste cenário, a autoproteção é essencial quando o objetivo é garantir sua própria privacidade. Muitas vezes, torna-se quase impossível fugir desse sistema, mas é sim possível ter uma usabilidade online mais segura. Por isso, caso não queira ter seu perfil de navegação rastreado, sempre que possível não aceitar cookies ou renunciar a esse tipo de serviço, ou ainda os excluir manualmente do computador, torna-se algo extremamente útil nesse processo. Quanto à pesquisa em mecanismos de busca, é possível o uso de mecanismos de busca que não fazem rastreamento do usuário etc. 

Essas, dentre outras medidas, são fundamentais para aumento da privacidade e proteção do usuário, mas, a maior de todas as ferramentas é a atenção, o cuidado do usuário com os termos de uso e políticas das plataformas e aplicações que utilizar, pois diversos serviços exigirão do usuário o fornecimento de informação e as utilizarão para diversos fins. Então importa a todos observarmos se realmente concordamos com essas políticas com a finalidade de tentar buscar alternativas.